Formalizar documentos que exigem comprovação de autoria de assinatura costuma envolver diferentes modalidades de reconhecimento em cartório, sendo importante conhecer exatamente qual delas se aplica à sua situação específica. Diante disso, entender como fazer autenticação por semelhança se torna essencial para quem precisa reconhecer uma assinatura sem a necessidade de comparecer pessoalmente a cada nova solicitação.
Essa modalidade costuma ser mais ágil e econômica do que a versão presencial, sendo bastante utilizada em documentos administrativos, contratos simples e declarações que não envolvem valor econômico ou risco jurídico mais elevado para as partes envolvidas.
Conhecer o funcionamento correto desse procedimento evita dúvidas na hora de solicitar o serviço adequado, e é justamente por isso que saber como fazer autenticação por semelhança se torna tão relevante. Continue a leitura deste artigo no Cartório Online Brasil e entenda todos os detalhes sobre o assunto.
Como fazer autenticação por semelhança?
Esse procedimento é relativamente simples, e consiste em comparar a assinatura constante no documento apresentado com o padrão gráfico previamente arquivado na ficha de firma do interessado, dispensando a presença física do signatário no momento do reconhecimento.
1. Ter firma previamente aberta no cartório
O primeiro requisito é possuir uma ficha de firma já cadastrada naquele cartório específico, já que o reconhecimento por semelhança depende diretamente da existência de um padrão de assinatura arquivado previamente pelo tabelionato de notas.
Caso ainda não exista esse cadastro, é necessário comparecer pessoalmente uma única vez para abrir a firma, procedimento geralmente gratuito, que servirá de base para todos os reconhecimentos por semelhança solicitados posteriormente.
2. Levar o documento com a assinatura a ser reconhecida
Qualquer pessoa interessada pode levar o documento já assinado até o cartório, não sendo necessário que seja o próprio signatário quem compareça, já que a presença física não é obrigatória nessa modalidade específica de reconhecimento.
É importante que o documento esteja completo, sem espaços em branco ou informações pendentes de preenchimento, já que cartórios costumam vedar o reconhecimento de firma em documentos incompletos ou sem data especificada.
3. Apresentar documento de identificação
Mesmo sendo terceiro quem comparece, é necessário apresentar um documento de identificação oficial, servindo apenas para identificar quem está solicitando o serviço, e não necessariamente comprovando vínculo com o signatário do documento apresentado.
4. Aguardar a comparação grafotécnica
O tabelião ou funcionário autorizado compara a assinatura do documento com a ficha arquivada, avaliando fatores como inclinação, pressão e fluidez da escrita, podendo o reconhecimento ser feito com ou sem ressalva, dependendo do grau de semelhança identificado.
Quando a semelhança é considerada forte e convincente, o reconhecimento é feito sem ressalva, enquanto casos de menor certeza podem gerar um reconhecimento com ressalva, indicando que existe alguma dúvida razoável sobre a comparação realizada.
O reconhecimento por semelhança compara a assinatura com o padrão arquivado, podendo ocorrer com ou sem ressalva.
Qual a diferença entre o reconhecimento de firma por semelhança e por autenticidade?
Essa distinção é fundamental, já que no reconhecimento por autenticidade o próprio signatário comparece pessoalmente ao cartório, assinando o documento na presença do tabelião, enquanto na firma por autenticidade por semelhança essa presença é dispensada.
O reconhecimento por autenticidade oferece maior segurança jurídica, já que o tabelião atesta com certeza absoluta que aquela pessoa específica assinou o documento em sua presença, sendo essa a única modalidade que garante cem por cento de certeza sobre a autoria da assinatura.
Já o reconhecimento por semelhança, embora mais prático e rápido, depende de uma análise comparativa que pode apresentar ressalvas, sendo considerado um método com menor grau de segurança em relação à comprovação definitiva de autoria daquela assinatura específica.
Por esse motivo, documentos com maior valor econômico ou risco jurídico costumam exigir obrigatoriamente a modalidade por autenticidade, enquanto documentos mais simples e sem grande impacto patrimonial costumam aceitar normalmente o reconhecimento por semelhança.
Quais documentos não podem ser reconhecidos por semelhança?
Determinados documentos exigem obrigatoriamente o reconhecimento por autenticidade, já que envolvem maior responsabilidade patrimonial, transferência de bens ou poderes legais mais amplos, situações em que a legislação exige segurança adicional na comprovação da assinatura.
Contratos de compra e venda de veículos
A transferência de veículos automotores, independentemente do valor envolvido, exige reconhecimento por autenticidade, já que o Detran e demais órgãos de trânsito costumam solicitar essa modalidade mais segura para formalizar a mudança de propriedade do bem.
Essa exigência busca evitar fraudes relacionadas à transferência de veículos, garantindo que o vendedor realmente compareceu e assinou o documento voluntariamente perante o cartório responsável pelo reconhecimento.
Procurações para negócios relevantes
Procurações que concedem poderes amplos, como para vender imóveis, movimentar contas bancárias ou representar o outorgante em processos judiciais, costumam exigir reconhecimento por autenticidade, garantindo maior segurança nessa delegação de poderes.
Essa exigência é especialmente relevante em procurações que envolvem patrimônio significativo, já que a autenticidade elimina qualquer dúvida sobre se o outorgante realmente concordou com aquela delegação específica de poderes.
Contrato de promessa de compra e venda de imóvel
Esse tipo de contrato, por envolver valor econômico elevado e efeitos jurídicos relevantes sobre a propriedade imobiliária, também costuma exigir reconhecimento por autenticidade em praticamente todos os cartórios do país.
A firma do fiador em contratos de locação também segue essa mesma exigência, já que a responsabilidade patrimonial assumida por esse terceiro garantidor demanda maior segurança jurídica na comprovação de sua assinatura.
Autorização de viagem para menores
Documentos que autorizam o deslocamento de crianças e adolescentes sem a companhia de ambos os responsáveis legais também exigem reconhecimento por autenticidade, já que envolvem a segurança e a proteção de menores de idade.
Essa exigência reforça a importância de garantir que os pais ou responsáveis realmente autorizaram aquela viagem específica, evitando situações de risco relacionadas ao deslocamento não autorizado de crianças e adolescentes.
Diante de tudo isso, fica evidente que compreender como fazer autenticação por semelhança, além de conhecer os documentos que exigem firma por autenticidade, é fundamental para formalizar processos com segurança jurídica adequada.
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